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Cupim

0 cupim popularmente conhecido como aleluias, formigas brancas, térmitas e siriris, os cupins pertencem à Ordem Isoptera, Classe Insecta.

Os Cupins são considerados insetos eussociais, pois vivem em colônias formadas por indivíduos especializados. Esses indivíduos estão organizados em castas, de modo que cada uma delas assume funções específicas, como reprodução, defesa da colônia, coleta de alimentos, entre outras. Cada casta possui indivíduos com uma morfologia específica, de acordo com a função desempenhada na colônia. Há uma interdependência entre as castas, de modo que todas são fundamentais para a sobrevivência da colônia.

A Ordem Isoptera apresenta 7 famílias, onde se distribuem 86 gêneros:
• Kalotermitidae;
• Rhinotermitidae;
• Termitidae;
• Mastotermitidae;
• Hodotermitidae;
• Termopsidae;
• Serritermitidae.

Essas famílias podem ser divididas em três grupos, de acordo com seus hábitos alimentares e de nidificação:

• Xilófagos: vivem no interior de troncos de árvores e madeiras em geral. Seus ninhos não possuem contato com o solo. Pertencem exclusivamente à família Kalotermitidae.
• Arborícolas: vivem em ninhos construídos em árvores ou em troncos podres. A colônia se comunica com o solo através de túneis. Alimentam-se tanto de madeira como de húmus. São representantes desse grupo membros das famílias Rhynotermitidae e Serritermitidae.
• Humívoros: constoem seus ninhos no solo e se alimentam de húmus. Os cupins humívoros são representados pela família Termitidae.

De um modo geral, o cupim é capaz de consumir alimentos bastante diversificados, como madeira, papéis e outros derivados de celulose, couro, lã, vegetais vivos e matéria orgânica. Essa diversidade alimentar se deve à presença de microorganismos simbiontes (bactérias e protozoários) em uma membrana presente no intestino posterior desses insetos. Esses microorganismos secretam enzimas que transformam os materiais consumidos em substâncias que podem ser assimiladas pelos cupins. Assim, essa associação à fundamental à sobrevivência desses insetos.

Como em todos os artrópodes, o processo de crescimento do cupim se dá através da ecdise, que consiste na perda temporária do exoesqueleto quitinoso, que limita o tamanho do animal. Com a ecdise, a membrana intestinal onde se alojam os microorganismos simbiontes é eliminada e os cupins perdem parte de sua fauna intestinal. Para recuperá-la, esses insetos desenvolveram um comportamento denominado trofalaxia anal, que consiste na troca de alimentos proveniente do intestino entre os indivíduos da colônia.

A troca de alimentos também é feita através da boca, mas, nesse caso, sua utilidade se resume à nutrição e não à recuperação da fauna intestinal. Os operários, responsáveis pela alimentação, produzem um líquido claro, bastante nutritivo, que é passado aos reprodutores e soldados, com o objetivo de alimentá-los.

Outro importante hábito observado entre os cupins é o “grooming”, que consiste no fato de que constantemente os cupins lambem-se uns aos outros. Tal procedimento é fundamental na eliminação de microorganismos que possam causar doenças nas colônias. O conhecimento de hábitos como trofalaxia e “grooming” são importantes quando se deseja eliminar cupins por meio de iscas, pois os operários que consumirão o inseticida, passarão o produto aos demais membros da colônia.

Em função dos seus hábitos alimentares os cupins desempenham um papel fundamental por atuarem na decomposição de madeiras e restos vegetais em geral, devolvendo ao meio ambiente os nutrientes ali presentes. Além disso, constroem galerias que permitem uma melhor aeração do solo, possibilitando também a entrada de fungos e outros microorganismos responsáveis por acelerar o processo de decomposição de matéria orgânica existente no solo. Assim, podemos dizer que os cupins são fundamentais ao equilíbrio ambiental.

 

Cupim subterrâneo

Esses cupins são popularmente conhecidos como “cupins de solo” ou “cupins de parede”. No ambiente urbano, a espécie que causa mais danos ao homem é a Coptotermes gestroi, também tratada por Coptotermes havilandi por outros autores. Essa espécie é originária da Ásia e foi introduzida no Brasil nas décadas de 20 e 30, provavelmente através da chegada de cargas contaminadas aos portos brasileiros ou por meio de infestações nos próprios navios que aportavam em nosso litoral.

Os cupins operários de Coptotermes gestroi são os indivíduos mais numerosos da colônia e podem viver até 5 anos. Esses indivíduos apresentam coloração creme e são maiores que os soldados, que, por sua vez, atingem aproximadamente 5 mm de comprimento. Os cupins soldados dessa espécie são caracterizados por suas mandíbulas de pontas finas e recurvadas. Eles possuem coloração alaranjada e são bastante agressivos. Quando ameaçados, expelem uma secreção esbranquiçada a partir de uma glândula da cabeça.

A rainha pode chegar a 2 cm de comprimento e possui o abdômen exageradamente grande, devido ao desenvolvimento do aparelho reprodutor. Ela pode viver até 15 anos e quando morre é substituída por outra reprodutora derivada de uma ninfa. Assim, uma mesma colônia pode permanecer ativa por muito tempo. As colônias de Coptotermes gestroi geralmente são enormes, podendo abrigar até um milhão de indivíduos.

Os ninhos de cupins podem ocorrer em paredes de construção, sem contato direto com o solo, ou podem ser subterrâneos. Eles são formados por uma mistura de fezes, saliva, solo e partículas de madeira.

Danos causados por cupins subterrâneos

Esses cupins merecem bastante atenção, uma vez que infestam madeiras e derivados de celulose, como papel e papelão. Eles atacam paredes e pisos, podendo danificar tomadas, interruptores. Os ninhos são construídos em meio ao reboco das paredes e tijolos e seus túneis podem acompanhar pequenas reentrâncias e até mesmo conduítes por onde passam as fiações elétrica e telefônica.

Esses cupins subterrâneos são disseminados para outros lugares por meio de transporte de peças contaminadas ou através de revoadas que foram novos reis e rainhas aptos a desenvolver uma nova colônia.

Identificação de um foco de cupins subterrâneos

Para se identificar um foco de cupins subterrâneos, deve-se procurar indícios como:

• Túneis de terra, presentes nas paredes das construções;
• Restos de solo e fezes nas peças de madeira infestadas;
• Presença de asas de reprodutores alados;
• Presença de túneis em árvores infestadas em locais próximo à construção;
• Verificação de locais propícios, como vãos estruturais da construção, paredes duplas ou lajes duplas.

Cupim de madeira seca

cupim de madeira seca pode construir seus ninhos em madeiras estruturais de construções ou nas mobílias das casas. No Brasil, o gênero mais comum é o Cryptotermes e a espécie que mais causa danos nas construções urbanas é a Cryptotermes brevis.

Esses cupins são cosmopolitas e estão distribuídos praticamente por todo mundo. A temperatura não é um fator que limita sua presença, pois há relatos de Cryptotermes brevis até mesmo em países de clima frio. Como são cupins que ocorrem dentro de residências e outras construções humanas, eles se aproveitam do sistema de calefação ali existente e não sentem as baixas temperaturas.

Os ninhos geralmente não possuem contato com o solo. As colônias não são muito grandes, apresentando centenas de cupins que vivem nas galerias e túneis escavados na própria peça de madeira da qual se alimentam. É interessante observar que essa espécie não apresenta operários verdadeiros. Os trabalhos normalmente executado pela casta dos operários são cumpridos por indivíduos denominados falsos operários (ninfas com brotos alares), pois eles podem se desenvolver, transformando-se em reprodutores. O extermínio da rainha não implica, portanto, no fim da colônia.

Os soldados não constituem uma casta numerosa entre os Cryptotermes brevis. Eles são lentos, pouco agressivos, mas possuem mandíbulas fortes e podem ser facilmente reconhecidos pela coloração escura de suas cabeças. Outra característica que lhes é peculiar é o fato de apresentarem cabeça achatada, utilizada para obstruir os orifícios do ninho que fazem contato com o meio externo.

Os reprodutores alados dessa espécie, conhecidos domo “siriris” ou “aleluias” não são muito grandes. Suas asas, maiores do que o corpo, destacam-se facilmente quando tocadas.

Danos causados por Cupins de Madeira Seca

Os cupins de madeira seca atacam móveis, portas, forros, quadros, rodapés, compensados e madeiras estruturais das construções em geral. O desenvolvimento de uma colônia é bastante lento, de modo que os danos só começam a ser observado após cerca de 3 anos de infestação. 
A disseminação desses cupins se dá através do contato da madeira com peças contaminadas.

Identificação de um foco de Cupim de Madeira Seca

Para se identificar um ninho de cupins de madeira seca, devemos prestar atenção às seguintes características:

• Presença de um pó granuloso com cor e aspecto de madeira sob a peça infestada. Trata-se de fezes de cupins, que quando estão frescas possuem um aspecto mais claro, mas com o passar do tempo adquirem coloração mais escura.

• Presença de asas de “siriris” ou “aleluias” no local de infestação, o que indica que a colônia pode ter liberado seus reprodutores alados para a revoada.

• Peças de madeira com a superfície intacta e interior oco, que se quebra com uma pequena pressão.

• Presença de pequenos furos circulares na peça de madeira. Esses furos podem estar abertos ou fechados com um líquido que endurece após sua deposição.

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